Chove lá fora
E eu aqui esperando
Um sinal de vida
Está frio,
Mas meu corpo queima
Em febre de quarenta graus
Mas sei que não é febre
Minha mãos soam
Ao contrário do meu corpo
Elas estão geladas e tremulas
Vou a lugares
Que nem pode imaginar
Viajo ao mundo todo
Com você, e você com quem?
Quem te levou lá?
Só pra mim encontrar
Será? Sei lá...
Poucas palavras
Negligente ou infame
Não sei, só sei que dói
Me falta o chão
Transpiro alto teor de êxtase
Dói minha cabeça
Meu corpo
Meus nervos já não são de aço
Se até o aço se rompeu
O sangue ferve queima em minhas veias
Fico zonzo me falta ar
Está frio aqui
E lá fora faz quarenta graus
As paredes do meu quarto me espreme
Ouço ruídos, vozes
Meus joelhos estalam
Não me suporta ao andar
Em meu jazido descanso
Sem mais o que dizer
Besta sou eu, em falar isto tudo
Sendo que posso dizer o que sinto em poucas palavras
Eu te amo sinto muito sua falta
Estou assim
Palavras ausentes
Gestos pálidos
Meu jeito criança de ser
Confundi na esperança
Na vontade de ser eterno
Amor dilatado
Pregado em placas
Que te informa onde estou
Sem remissão mas você nem percebe
A nuvem que cobre meus olhos
Em curvas estratégicas
Coloco meu coração
Na humildade do meu querer
Sem saber na verdade
Se irá fazer sol
Saudades vem e vão
Ah! São só saudades
Isto passa
Como você passou
Bateu e arrebatou
Me deixou estirado no chão
E sem mais nenhum gota de sangue
Eu suplico por ajuda m vão
Fecho os olhos e começo tudo de novo
Se ainda amo você
Caminhar
Sem saber
O que esperar
O que vai ser
Só sonhar
Tentar fazer
E melhorar
Se o sol nascer
Se vai chover
Melhor esperar
O dia viver
Pra caminhar
Se o amor é maior
Sei que não dá pra dizer
Eu não posso esconder
Se ainda amo você
Acordar
Poder te ter
Te abraçar
Seu beijo ter
Não sonhar
Poder te ver
E forças dar
Pro sol nascer
E se chover
Farei parar
O dia viver
Pra caminhar
Tudo bem
Espelhos quebrados
E você ainda está tudo bem
Pulsos rasgados
Vejo a vida ir mais além
Sonhos deixados
Em vontade de um outro alguém
Vivo sozinho
Esperando que a lua me traga alguém
Mas tudo bem, mas tudo bem, tudo bem
Sentado na soleira da porta
Esperando você voltar
Mas tudo bem, mas tudo bem, tudo bem
Retratos rasgados
Foi o que você deixou
Lembranças e marcas
Jogadas no meu quarto
Por causa de um erro meu
Fechou os olhos e não quis me ouvir
Por causa de um medo seu
Você me deixou, e estou aqui
Sapatos
Em noites pálidas
Com sereno da chuva
Os vidros da casa embaçados
A chuva cai fazendo um barulho conhecido
Parecido com lágrimas caindo
Sobre meu sapatos
O engraçado disto tudo
É que com um pano
Podemos limpar
Tirar toda sujeira
Que podemos encontrar
Só sei que na próxima vida
Desejarei seu um sapato
Pois um dia ao ser trocado
Não me sucumbirei em sofrimento
E acima de tudo não encharcarei mais
Os panos de água seja qual for o motivo
Sonhos
Que lindo está meu quarto
Noites frias e quentes
Pra mim não importa
Você está aqui
Como é agradável
Conversar até ficar altas horas
Ou então fazer batuque em um caderno velho
E depois olhar no fundo de seus meninas brilhantes
E conseguir tirar suspiros seguindo seus olhos
Sentindo seu rosto na palma da minha mão
E com olhos cheios d´agua
Poder dizer que eu te amo
E ouvir um preciso de você
Me faz ganhar o mundo
Em poucos segundos
Me perco em seu calor
E no final ter um beijo
E te desejar um boa noite
Que pena que isto só acontece em meu sonhos
Me desperto sorrindo
Por que hoje você veio me visitar
Foi apenas um sonho
Isto é meu e ninguém pode me tirar
Lembranças
Serena como a brisa
Das manhãs de primavera
Chega sem bater
E simplesmente entram
Doe a quem doer
Sempre me trazendo lágrimas ou sorrisos
Suspiros que emplacam
Em minha atitudes
Me ensinando
Que a cada passo a cada esquina
Me deparo com tais sentimentos
Bruscamente me arranca e felicidade
Em outros momentos
Me torno um chato
Pela felicidade inigualável
Transpasso-me na ilusão
De que tudo passou de um mal entendido
Estendido neste solo
Aqui estão elas novamente
As lembranças
Amanhã
Em uma noite silenciosa
De sombras obsoletas
Fantasmas vem me assombrar
Um sorriso um olhar
Por onde a rajada de vento
Insiste em abrir minha janela e me mostram
Que mesmo em noites tempestuosas
Podemos ser felizes
Pois só o dilúvio pode renovar
Assim como as lágrimas
Pode lavar a alma e varrer a tristeza
E nos mostram que após
Um dia tenebroso
Virá um amanhã renovado
As feridas
Vemos luzes e olhares
Dispersos além do que podemos ver
O que podemos ver
Se estamos cegos obcecados
E não enxergamos a nós mesmos
Apenas nos jogamos ao nada
E do nada fazemos estar
Em um mundo de faz de conta
Onde não existe impossível
E que tudo é complexo
E dificulta os sorrisos
Impede que nossas lembranças
Nos deixe viver e amar
O passado retorna em sua face
Te impede de sonhar
Sentir o toque do sol em sua face
Não permiti que a chuva lave sua alma
E que a brisa os maus pra longe de ti
Apenas vos deixe levar por palavras
Mas sei que um dia
As feridas vão cicatrizar
E você vai voltar
Cálices
Ando sem rumo sem mundo
Entre asfaltos e terras
Não quero ouvir o que devo fazer
Prezei-me demais
Seu tivesse sido mais flexível
Ainda estava em paz
Aqui ou lá
Falar, pensar e prezar
De boca fechada murmurando palavras
Das quais discretas não são
Tão poucas melancólicas
Mas verdadeiras
Se de teu olhar
Me partisse em verdades
Aprenderia o que é voar
Poderia até roubar o mundo
E no egoísmo ser só seu
Troado eu, sonho distante
Bastante de mim ficou pra trás
Não sou tão criança
Muito menos tão velho
Pata ter minhas dúvidas
Eu espero em cálices
Que um dia, a minha verdade
Consiga cruzar a linha imaginária
Que colocamos entre nós
Pois sei pra onde voltaremos em nossa imaginação
Convite com carinho
Nesta sexta venho de alma e coração
Te convidar a ser feliz
Que seja somente esta noite
Venha sorrir e brincar
Que sejamos apenas um
Que sejamos amantes e cúmplices
Venha me faça renovar minha esperança
Venha segura minha mão
Confie em mim
Que seja a ultima vez
Degustar o melhor do amor
Poeta
Partir, pedir, palavras e poetas
Estar só, mas acompanhado
Chorar só, mas estar sorrindo
Solitário, sincero e intrigante
Entender-me não consigo
Te entender pior ainda
Poder e não querer
Querer e não poder
Desejar, sentir e amar
Se no peito bate um coração não sei
Mas ainda a cada batida formam palavras
E de palavras frases
Fáceis ou não
Vindo da cabeça ou não
Procurando em um dicionário
A mais perfeita interpretação
Ser, existir ou prever
Viver com certezas
Apenas viver
Ser o que é
Ou procurar o concreto
Mas deixa-se levar pelo o abstrato
Viver em terras firmes ou apenas voar
Eu poeta?
Não é apenas o que sinto
Desabafo
A respectiva insanidade de atos infames,
Transforma um homem certo em nada,
Que nos prazeres incertos e na ignorância
Fazem da beleza das flores em campos secos e escuros.
Mas nada que a esperança e a fé em si mesmo
Possa substituir os campos escuros sem vidas
Em plantações d rosas e margaridas.
Olhe nos olhos,
Abra um sorriso.
Você vai ver como tudo pode mudar.
Escolhas
Em passos largos
Prossigo a caminhada
Certezas não sei quais
Das quais escondo minha razão
Infame talvez, não sei
Em passos firmes
Ando em chão batido em saibro
Empoeirando meus cabelos
Irritando meus olhos
Me impedindo de ver mais além
Mas além do hoje, o que devo ver?
Se pergunto o que devo fazer
Sempre dizem o mesmo,
Escolha entre o coração e a razão
Entre o sol escaldante e a tempestade
Prossigo sem desviar do meu caminho
Agora sei o que fazer
Penso com minha razão
Mas ajo com o coração
Traição
Menina tímida
Reprimida em seu sentimentos
Sempre me disse que era inocência
Coração puro impecável
Me fez acreditar
Em um mundo
Certo de certezas
Amores reais
Sem limites fatais
Olhando em meus olhos
Me fez acreditar
E como uma criança
Me faz acreditar em sua promessas
Das quais sem saber
Que nunca seriam cumpridas
E você e seu orgulho
A ironia e o egoísmo
E com outro alguém
E a mim?
Mas nada
Apenas vou embora, agora
Sem Fim
Meus pés afundam
Na lama criada
Pelas minha lágrimas
Que insiste em encontrar o chão
E atropelo meus passos
Com meus olhos
Na ânsia de chegar
Ao meu ponto final
Mas tenho medo
Que no final seja o começo do abandono
E tenho que começar a caminhada novamente
Tomando outras faces
Em outros sorrisos
Me encontrando cego
Buscando luz
Que não existe
Ou que perdi
Por não manter a chama acesa
Porque esconder
Meus olhos já não querem mais abrir
Me sinto embriagado
De um sorriso opaco
De um sono que não tenho
Ecoam os cantos dos pássaros
Em pegadas submersas
Em imaginações fúteis
Em desejos semi-reais
Autrora linda e bela
Por que foges de mim?
Como se eu não fosse digno de ti
Abriste um sorriso
A ponto de se mostrar ameaçada
Pelos mesmo motivo que se esconde
Dos olhos de quem te ama
Recomeço
Do céu fiz
Meu leito noturno
Seguindo tentando não olhar pra traz
Sábias palavras dos ignorantes
Que no crepúsculo
Desbrava com voracidade
O intimo dos seus sentimentos
Cala-se quando sem razão
Pois do contrário
Lutas de peito aberto
A punhais e espadas
De aço cromo
Inventa-te novamente
Restaura-se na busca
De si mesmo e nota-te
A força que tens
Para começar tudo novamente
E não deixas o príncipe da escuridão
Reinar e cada manhã
Seja fiel a si mesmo
E mais nada
Apenas Sinta
Vem meu bem
Que quero te conquistar
Através das montanhas.
O sol nasce
A luz do luar
Vem comigo passear
Lindos momentos
E novamente nos amar
E o meu mundo
Não existe sem você
Não quero mais caminhar só
Mas não me procure
Apenas me sinta
Na brisa suave
No escuro da madrugada
No amanhecer do inverno
No aquecer do novo dia
Enfim sinta as gotas
Da chuva beijar seu rosto
Como meus lábios
Uma dia fez
Vem meu bem
Por Você
Acordo e durmo
Pensando e você
Será que você
Ainda não percebeu
Que faço o que for preciso
Luto contra tudo e nós
Me cortejo em mar de solidão
Por você e pra você ser feliz
Mas faço de tudo um pouco
Vivo um pouco do nada
Só por você
Será que você
Ainda não percebeu
Que preciso
De um novo começo?
Eu só quero poder te amar
Acordo e durmo
Pensando e você
Será que você
Ainda não percebeu
Que faço o que for preciso
Luto contra tudo e nós
Me cortejo em mar de solidão
Por você e pra você ser feliz
Mas faço de tudo um pouco
Vivo um pouco do nada
Só por você
Será que você
Ainda não percebeu
Que preciso
De um novo começo?
Eu só quero poder te amar
Nós fomos nós
Cálculo exato
Com um mais um são dois
Palavras lindas
Que esconde sua verdade
Como sentimentos em desordem
Olhar através da janela fechada
E enxergar você chegando
Que nem a aurora ofusca
Busca a mim a verdade nua e crua
E crua foi como te encontrei
Te reguei com carinho e amor
E cru estou
Depois da batalha
Talha minha saliva
Que prega no céu da boca
E me impede dizer
O que sinto,
E sinto o quanto não ah em nós
Nos somos o que fomos
Apenas não fomos o que somos
Passam-se as horas
E pouco tempo me resta
Para que eu possa
Transpor minhas palavras
Em sentimentos
E poder ter mostrar
A verdade que corre
Em nossas veias
Que pulsa como aquela antiga canção
Como asteróides
Que sucumbam na terra e no mar
Criando buracos em um espaço
Em mim.
Mulher menina... menina mulher...
Mulher a amiga
Apaixonada, com suas razões
Amoroso e medrosa
Sentimental e dura
Colosso são seus olhos
E de sorriso impávido
Mulher feminina
Que conquista e ama
Que beija com sentimento
Ou apenas passar o tempo
Mulher sensual
Atraente que me deixou
Estático em você
Mulher menina
Que se esconde com medo de si mesma
De sentimentos que floresce em seu peito
Mulher menina
Decididas mas com suas dúvidas
Quer amar sem compromisso
Quer um só pra si
Mas sua boemia curta e fere
Menina mulher um dia
Um dia você vai perceber
O quanto te amei
Está Tudo Bem
Está tudo bem
Permaneço fiel a mim
Caminho acreditando no impossível
Caminhando sobre meus cascos
Permaneço frágil a você
Está tudo bem
Confiante em minhas palavras
Caminhando na estrada
Sem dizer uma só palavra
Mas sei que forte estou em minha alma
Está tudo bem
Olhe pra mim, você vai ver
Acredite em minhas palavras
Inacreditável ou não
Ms acredite, sei me cuidar e você
Está tudo bem
Voe diz
Então por que os olhos cheios d´agua?
As mãos tremulas, a boca seca?
Insisto e você não quer conversar
Daquelas Cartas
Daquelas cartas
Sobrou suspiros
Cânticos suspensos no ar
Vogais sentimentais
Não mais, tanto faz
Elas não podem mais me levar
Daquelas cartas
Ficou sorrisos
Lágrimas
Lembranças
De tudo que passou
Ficou o basta e nada mais
Daquelas cartas
Que trouce tanta paz
A força de viver
Não me mostrou mais nada
E a vontade de ter querer
Daquelas cartas
Ficam folhas
Manchadas pelo tempo
E que o vento as leve daqui
E que as entregue a você
Pois foram feitas pra ti a nada mais
Mas um dia vem
Procuro qual razão deste
A anos procuro
Mas o que procuro?
Sei lá, só quero viver
E o que é viver?
É apenas caminhar, enxergar e tocar?
Ou ter um espírito que nos mantém vivos?
Ah! Sei lá
Só sei que vou continuar aqui
Mesmo que eu tenha que me jogar
Em um esquife, mesmo que vivo
Mas olha lá quem vem1
Nada real, mas vem novamente
Ela vem, a esperança
Me peã e revive o que morreu
Como anjo caído, tu me entras
Passa tempo, passa tempo
E me pergunto qual ensinamento tive com isto tudo
- e digo: ´´estou aprendendo a viver...
Não venho dizer que é melhor assim
Se você mesma não sabes onde queres chegar
Caminha sobre areia movediça
Se transforma em pessoas que você odeia
E no seu ninho de cobras
Palavras um pouco de seu próprio veneno
Me feres e lhe tortura
Por medo d que?
Será que por amar?
Ou por medo de deixar de gostar?
Você mesma me disse:
´´que seja da vontade de DEUS``
E sem chegar a hora, e mesmo assim você brinca de ser DEUS
Dissestes que precisas de mim
Mas quando ofereço minha ajuda
Você simplesmente me joga em um esquife
Com uma sutileza errante
E em um espavento
Me jogas na teia fria do amor
Só é eterno
O que você entende de amar?
Se pra você amar não é amor?
Assim como a felicidade pra você
Não é estar com quem se ama
Sim fazer de você
Apenas mais um corpo
Sobre um vasto terreno
Com beijos falsos
Na madrugada
Na carona de um desconhecido
Que deseja somente um prazer
Que pena novamente enganada
Tão acompanhada e tão só
Que ironia você me diz
E eu lhe peço não prostitua seus sentimentos
Olha pra você
Uma anjo caído
Derrotada pela sua própia gana
Retorna ao passado
Compara demônios com Santos
Noite com dia
E me transforma
Em seus maiores medos
08/10/06
São 00:35 da madrugada
Vejo tu, um filme e tal
Escuto a chuva no telhado
E o meu lado sentimental
Escorre junto a água
Que cai do telhado
Destas noites só
Vivendo de amarguras
Que latejam nas pontas dos meus dedos
Como morcegos vivos a noite
E adormeça ao dia
Escondendo minha face
Na penumbra disfarço
Minha tristeza
Irradiante com sol
E na escuridão
Quero escorchar seu intimo
E ser parte de você
Vou espicaçar meu peito
Em delírios de febre
E no chão do meu quarto
Me deito procurando
Respostas das perguntas que você deixou
Novamente me isolo, mas de que?

